COVARDIA OU SUBMISSÃO AO FORO DE SÃO
PAULO?
Alex Romano
Já se discutiu neste livro a ligação do governo brasileiro
com o Foro de São Paulo. Um dos indicadores dessa relação
reside no fato de que o Lula nunca faz a menor crítica ao presidente
da Venezuela, não obstante o caráter ditatorial do Chávez
e certas atitudes dele que podem gerar um conflito armado, tendo por cenário
a região norte da América do Sul. Como tam-bém, em nenhum
momento, o Itamaraty adotou uma posição de apoio do Brasil ao
governo da Colômbia em sua luta contra as FARC, sob a desculpa de que
a política externa brasileira é de “não intervenção
em assuntos internos de outros países”. Tese essa que ruiu por
terra com a descarada tomada de partido em favor do Zelaya, quando este decidiu
voltar à Honduras e se “hospedou”, junto com dezenas de seus
seguidores, na nossa embaixada em Tegucigalpa. De onde, contrariando todas as
normas que regem a concessão de asilo, faz toda sorte de manifestações,
inclusive incitando revoltas populares. E o governo brasileiro não ordenou
que ele se calasse. Se não bastasse isso, o Lula não se cansou
de se referir ao governante interino daquele país, por semanas a fio,
como sendo o resultado de um golpe militar. Se tudo isso não significa
intervenção em assuntos internos, que outro nome pode ser dado
para tais atitudes?
Bem, tudo que foi dito, serve apenas de um intróito para uma questão
bem mais importante para o nosso país. Senão, vejamos:
Quando, num gesto boçal e truculento, Evo Morales ocupou militarmente
as refinarias da Petrobrás, uma instituição estatal do
nosso país, portanto, como ditam as normas e tradições
da diplomacia, território brasileiro, nossa nação manchou-se
de vergonha e humilhação. Não pelo destemperado gesto de
um político boliviano boçal e inexperiente, mas pela passividade
e imobilismo do governo brasileiro.
O mínimo que o “amarelado” Lula tinha de fazer era enviar
um ultimato, dando ao governo boliviano um prazo de 24 horas para retirar suas
tropas das refinarias da Petrobrás, o qual, se não atendido, levaria
o Brasil a agir também militarmente.
Pois bem, não só esse mentiroso demagogo que nos governa ficou
calado, como também mandou cancelar um exercício das forças
armadas brasileiras, há algum tempo marcado para ter lugar próximo
à fronteira com a Bolívia, justificando que o ato poderia parecer
uma provocação ou ameaça ao país vizinho, embora
este tivesse tido a audácia de invadir uma estatal brasileira, num gesto
de desprezo pela honra do Brasil. Tivesse o ato covarde sido um ato corajoso,
mantendo o exercício e enviando o ultimato, certamente o Morales recuaria.
Como não fez, ou foi por covardia ou para atender aos ditames do supra-nacionalista
Foro de São Paulo. Por uma ou por outra razão, o fato é
que o nosso povo, além da vergonha porque passou, começou a viver
o drama da dependência de gás, que a nossa estatal trazia do país
vizinho. E a Petrobrás teve de aceitar, como indenização
pela expropriação dos seus bens na Bolívia, um pagamento
irrisório e vergonhoso. E mais, para garantir o gás que necessitamos
ter, para não sofrermos um “apagão” energético
nesse setor, a estatal vai voltar a investir na Bolívia, ainda que consciente
de correr o risco de ser novamente “garfada”. Contudo, a leitura
do fato, aqui e no exterior é de que o Lula se acovardou, passando a
ser, a partir de então, um autêntico “capacho”, não
só do Morales, como do Hugo Chávez.
E foi assim, graças à (possível) covardia do Lula e à
anuência do patético ministro Celso Amorim, que a maior potência
industrial e econômica da América do Sul passou a ser vista como
um manso paquiderme.
Se a vítima de Morales tivesse sido a Argentina, a Colômbia, o
Chile ou o Peru, de certo a resposta seria outra. Também, se o nosso
país fosse governado, hoje, por um homem da estirpe de um Deodoro, de
um Floriano Peixoto, de um Vargas ou de um Médici, o boçal índio
boliviano não sairia ileso da sua pífia provocação.
Mas como o diálogo foi entre dois semi-analfabetos, e tendo um eles "amarelado",
será dessa forma que a desventura da Petrobrás ficará registrada
na História. E, assim continuará enquanto imbecis* das esquerdas
tupiniquins continuarem no poder.
Chega de humilhação, chega de demagogia barata, chega de desgoverno,
chega de corrupção e de impunidade. Alguém tem de ter a
coragem de dar “um basta” nesses canalhas... Nas urnas ou na marra!
* - Ressalve-se que existe muita gente no Brasil que pensa ideologicamente à
lá esquerda, mas que é digna, inteligente e respeitável.
Um exemplo? Roberto Freire. Outro? Fernando Gabeira.